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Saúde Vacina

Pazuello diz que vacinação começa em janeiro; avião irá buscar 2 milhões de doses na Índia

Ministro da Saúde fez pronunciamento durante visita a Manaus

13/01/2021 11h54
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Por: Andressa Macedo Fonte: oglobo.globo.com
O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello Foto: SERGIO LIMA / AFP
O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello Foto: SERGIO LIMA / AFP

BRASÍLIA  —  O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, afirmou nesta quarta-feira que o governo irá enviar um avião à Índia para buscar 2 milhões de doses prontas da vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela farmacêutica britânica AstraZeneca, em parceria com a Universidade de Oxford (Reino Unido), que serão entregues pelo Instituto Serum, uma das fabricantes do imunizante.

Pazuello garantiu que a vacinação no país começa em janeiro. No país, o imunizante será produzido pela Fiocruz.

— Vamos vacinar em janeiro — afirmou Pazuello. — Hoje decola o avião para ir buscar  2 milhões de doses na Índia. É o tempo de viajar, apanhar e trazer. Já está com o documento de exportação pronto.

Pazuello voltou a reafirmar que  Brasil está preparado para iniciar a vacinação contra a Covid-19 assim que houver o aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O ministro da Saúde disse inicialmente que Manaus será a primeira cidade a receber a vacina, no entanto, logo depois afirmou que todos os estados receberão as doses ao mesmo tempo, inclusive o Amazonas.

— Nós temos duas vacinas para janeiro muito promissoras, todos acompanham, a vacina da Fiocruz/AstraZeneca e a do Butantan com Sinovac. São 8 milhões de doses. Quando a Anvisa concluir suas análises de segurança e eficácia, três, quatro dias depois nós estamos distribuindo a vacina no Brasil  — disse o ministro.

A Anvisa informou ontem que decidirá no domingo, em reunião da diretoria colegiada,  sobre a autorização de uso emergencial das duas vacinas submetidas à agência. A data é o penúltimo dia do prazo estabelecido pelo órgão para avaliação dos pedidos.

 — A Anvisa vai se pronunciar no dia 17. Botem aí os números para frente. Se a Anvisa alongar para o dia 20, 22, botem os números para frente, mas é janeiro ( a vacinação)- disse Pazuello.

No pronunciamento feito durante a visita,  o ministro da Saúde  destacou  que o Brasil tem o maior Programa Nacional de Imunização do "mundo". Citando a pressão politica , disse que não saiu "do rumo" para garantir a vacinação contra o novo coronavírus.

— Nós vacinamos trezentos milhões de doses por ano e vamos fazer igual com a vacina contra Covid-19. O resto é apenas pressão política, pressão partidária, pressão de bandeira, pressão de interesses particulares. Nós não saímos do nosso rumo nenhum minuto —disse

Na comparação com outros países, o ministro disse que o Japão, que é referência de primero mundo, só começa a vacinação no mês de março.

Crise do oxigênio

Manaus vive  uma nova onda de Covid-19 e está com os hospitais lotados. O presidente Jair Bolsonaro  responsabilizou ontem o governo estadual do Amazonas e a prefeitura de Manaus por, segundo ele, "deixar acabar" o oxigênio que seria destinado aos pacientes de Covid-19.

Pazuello disse nesta quarta-feira que o governo federal operacionalizou uma ponte aérea, uma ponte fluvial e uma terrestre para atender a demanda de oxigênio na unidades hospitalares da capital. Segundo ele, a empresa White Martins atendia o estado do Amazonas com 50% de sua produção local de 28 mil metros cúbicos. No entanto, são necessários 70 mil.

— Toda fabricação da White Martins no Brasil está impactada, então é uma luta nós conseguirmos o oxigênio, o líquido ou gasoso em qualquer lugar — disse Pazuello informando que a ponte aérea está sendo realizada com a aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) e também aviões da iniciativa privada contratados. 

Até o momento, as Forças Armadas já transportaram 350 cilindros de oxigênio para Manaus para auxiliar no tratamento de enfermos. A expectativa é que mais 36 cilindros sejam entregues à capital do Amazonas até o domingo.

O transporte dos equipamentos foi feito por meio de aviões da FAB. Segundo o Ministério da Defesa, foi necessária " logística de guerra" para realizar o trabalho:"Em 10 dias, serão percorridos 37.600 km e alocadas 94 horas de voo. O equivalente a quase uma volta completa na Terra sobre a linha do equador."

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