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Saúde Imunização

'A vacina é segura. Testada em vários países', afirma pesquisador da Fiocruz sobre imunização contra a Covid-19

Diego Xavier explicou que a comunidade científica trabalha com tecnologia, troca de informações e financiamento.

07/01/2021 13h05
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Por: Andressa Macedo Fonte: G1 MS
Pesquisador da Fiocruz Diego Xavier tira dúvidas sobre vacinas contra Covid-19
Pesquisador da Fiocruz Diego Xavier tira dúvidas sobre vacinas contra Covid-19

"A vacina é segura. A vacina é testada. E é testada em vários países. Se um dos países onde a vacina está sendo testada for reportado algum problema, essa vacina é suspensa", resumiu o pesquisador da Fiocruz Diego Xavier sobre a imunização contra a Covid-19. "Então, por favor. Quando essa vacina estiver disponível, vacine-se. Porque se a gente não tiver uma cobertura vacinal adequada, a gente incorre no risco do vírus sofrer mutação".

Ele afirma que a produção da vacina é segura e à base de tecnologia e troca de informações na comunidade científica. Além disso, há uma grande quantia em dinheiro financiando os trabalhos.

"As vacinas que estão sendo produzidas contra a Covid, elas não partiram do nada. Nós temos praticamente 4 tipos de vacina: as vacinas com o vírus desativado; as vacinas genéticas, as vacinas com vetor viral e as vacinas à base de proteína. Todas essas técnicas já são antigas, então tem uma plataforma tecnológica para estar produzindo a vacina de Covid-19, principalmente quando a gente olha paras epidemias que a gente teve de MERs e SARs na época de 2000. Então, esse argumento de que a vacina não é segura porque ela foi produzida muito rápido, ele não se sustenta. Primeiro porque a gente já tinha experiência na tecnologia com outras vacinas. Segundo porque a gente teve uma troca de informação muito grande entre vários laboratórios do mundo. A comunidade científica do mundo se mobilizou para estar avançando de uma maneira mais rápida e em terceiro a questão do financiamento. Nunca se gastou tanto dinheiro para produzir uma vacina como se gastou agora com a Covid-19. Então, esse argumento de que a vacina não é segura, já está comprovado e basta se procurar fontes confiáveis que a pessoa vai identificar porque essa vacina foi produzida de maneira tão rápida nesse caso", disse.

O pesquisador diz ainda que se vacinar é também uma forma de se preocupar com o próximo, em saber viver em sociedade. "Muita gente está dizendo: 'não vou tomar a vacina porque é um direito meu'. Assim como o uso de máscara, a gente precisa pensar como sociedade. A vacina é uma medida social, comunitária. Se as pessoas deixarem de tomar a vacina, a gente sofre. Corre o risco de que o vírus apresente uma nova mutação genética e a gente tenha que voltar à estaca zero para produção de uma nova vacina. Então, a partir do momento que a gente tiver vacina, tome a vacina. É uma vacina segura e vai conseguir tirar a gente desse problema que a gente está enfrentando".

Diego Xavier cita outras epidemias para lembrar da importância da vacinação. "A gente precisa tomar vacina. A gente tem tido nos últimos anos um comportamento antivacina que não se justifica. As grandes doenças, as grandes epidemias que a humanidade superou, foi por conta da vacina. As grandes doenças, as grandes epidemias que a humanidade superou, foi por conta da vacina. Se a gente for voltar no Brasil na década de 80, tinha casos de poliomelite. E é muito provável que algumas pessoas conhecem outras pessoas que tiveram poliomelite. Então, tente se aproximar dessas pessoas e conversar com essas pessoas para você entender qual a importância da vacinação".

Coronavac

Nesta quinta-feira (07), o governo de São Paulo informou que a CoronaVac teve eficácia de 78% na terceira fase de testes com 13 mil voluntários no Brasil.

O resultado final do estudo sobre a eficácia é a última etapa necessária para que a Anvisa analise o pedido de autorização de uso da vacina na população brasileira.

O Instituto Butantan enviou nesta quinta-feira (7) para a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) o pedido de uso emergencial da CoronaVac, vacina contra a Covid-19 produzida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com a instituição brasileira.

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