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Mulher que enterrou filha viva enfrenta júri popular nesta quarta

O júri popular poderá ser acompanhado pela internet por qualquer cidadão

12/01/2022 às 13h10
Por: Redação
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Mulher que enterrou filha viva enfrenta júri popular nesta quarta

Começou na manhã desta quarta-feira (12), no Fórum de Três Lagoas, o júri popular da mulher que friamente matou a própria filha com requintes de crueldade após a criança relatar para a mãe que estaria sendo abusada sexualmente pelo padrasto.

O crime ocorreu em março de 2020 e, na época, Emileide Magalhães procurou a Polícia Militar para relatar que teria enterrado a própria filha em uma cova rasa, às margens de uma estrada de terra próximo ao lixão da cidade de Brasilândia. Após os policiais irem até o local e confirmar que a história de Emileide era verídica, deram voz de prisão à mesma.

O julgamento foi transferido de Brasilândia para Três Lagoas devido a grande repercursão do caso e poderá ser acompanhado pela internet.

Na época para a Polícia Civil, Emileide disse que estaria cansada da filha Gabrielly Magalhães, de 10 anos, ficar mentindo sobre a índole do padrasto. As denúncias de estupro que a menina fazia, segundo Emileide, não seriam verdade e que essas denuncias estaria atrapalhando seu relacionamento. E que mesmo com a denúncia, sua filha e seu esposo eram muitos apegados e isso já havia tirado sua paciência.

Em 21 de março de 2020, Emileide teria levado a filha Gabrielly até uma estrada vicinal que dá acesso ao lixão de Brasilândia e ao chegar ao local a mulher passou a torturar a filha e enforcá-la com um fio elétrico. Após achar que a menina havia morrido, Emileide retornou para a cidade e com a dúvida se a filha teria sido morta ou não, a mulher pegou o filho de 13 anos e retornou ao local.

Ao chegar lá, a mãe e o filho mais velho encontraram Gabrielly ainda viva. Emileide ordenou que o filho cavasse uma cova, onde jogou a filha ainda viva após uma nova seção de tortura. Em depoimento, o irmão de Gabrielly disse na época que teria sido obrigado pela mãe em ajudar a matar a menina. A criança ainda gritou implorando para a mãe que não a matasse.

Após a descoberta do crime, Emileide Magalhães foi presa por homicídio qualificado com requintes de tortura, crueldade, por motivos fúteis e sem chance de defesa para à vítima, ocultação de cadáver e corrupção de menores. O padrasto da Gabrielly foi preso pelo crime de abuso sexual após o irmão da vítima confirmar na delegacia os abusos. Coleguinhas de Gabrielly também confirmaram que a vítima teria relatado os abusos.

Segundo a Polícia Civil, o padrasto teria sido encontrado na residência com uma mala prestes à fugir e negado o crime de abuso sexual contra a enteada. Confessou ainda que a esposa Emileide Magalhães teria dito para ele “a dor de cabeça acabou, eu matei aquela mentirosa”.

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