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MacBooks, iPad e iPhone no Brasil são os mais caros do mundo

Preço do iPhone é 92% maior do que nos EUA; para iPad, diferença chega a 145%

24/07/2021 às 08h51 Atualizada em 24/07/2021 às 09h07
Por: Redação Fonte: Poder360
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MacBooks, iPad e iPhone no Brasil são os mais caros do mundo

Todos os equipamentos produzidos pela Apple são mais caros no Brasil. A versão de ponta do smartphone da Apple, o iPhone 12 Pro Max, com 512 GB, custa quase o dobro do que é cobrado nos EUA. O preço é de US$ 2.690 no Brasil, contra US$ 1.399 em solo norte-americano.

O levantamento feito pelo Poder360 considerou os preços ofertados no site da Apple Store em 13 países, incluindo o Brasil, e a cotação da moeda nativa de 5ª feira (22.jul). Eis a íntegra do levantamento (80 KB).

O preço cobrado no Brasil é 25% superior ao do 2º mais mais caro, a Índia.

Com o dinheiro usado para comprar o smartphone da Apple no Brasil, seria possível comprar nos Estados Unidos o mesmo produto e sobrariam R$ 1.291.

O modelo do iPad mais avançado da Apple, o Pro, de 12,9 polegadas e 2 TB, custa US$ 5.379 no Brasil, o que corresponde a R$ 27.999. O mesmo produto custa R$ 2.199 nos Estados Unidos. A diferença é de 145%. É possível comprar 3 tablets nos EUA com o mesmo dinheiro gasto em território nacional:

  • 2 iPads Pro de 12,9 polegadas e 2 TB;
  • 1 iPad Air de 256 GB.

O MacBook brasileiro é vendido por US$ 6.782. A Itália vende o MacBook Pro, de 16 polegadas com 1TB, por US$ 3.883. O valor é 75% menor do que o preço cobrado no Brasil.

Já o iMac de 27 polegadas com 512 GB e 8 núcleos vale US$ 5.908 no Brasil. O valor é 160% maior do que nos EUA.

Eis a lista dos modelos dos produtos da Apple pesquisados pelo Poder360:

DÓLAR E CARGA TRIBUTÁRIA

Os produtos da Apple encareceram –principalmente nos países emergentes– depois da valorização do dólar em relação às moedas mais fracas, como o real. O câmbio brasileiro, porém, foi um dos que mais perderam poder de compra frente a divisa norte-americana em 2020. Ainda não recuperou as perdas em 2021.

Além da desvalorização da moeda brasileira, o alto custo as barreiras tarifárias no Brasil também explicam a diferença em relação aos outros países. A carga tributária, segundo o Ministério da Economia, chegou a 31,64% em 2020. Historicamente, o país tem impostos elevados para proteger a indústria nacional e ampliar as oportunidades para o crescimento da indústria interno. Haveria, porém, a necessidades de melhor alocação de recursos em investimentos em inovação tecnológica.

Reprodução/Tesouro Nacional

O economista Fabio Bentes, da CNC (Confederação Nacional do Comércio), disse que o alto pagamento de impostos no Brasil é o principal motivo para o alto custo do iPhone no Brasil. Segundo ele, é um produto que tem ficado mais caro no mundo inteiro, mas principalmente aqui. Com a retirada da diferença de carga tributária em relação aos outros países, seria possível ver preços similares no Brasil.

“O Brasil por mais que seja considerado um país pobre, tem ali uma classe média e alta com população semelhantes a nações da Europa”, afirmou o economista, sobre o mercado potencial do nacional. “Chegasse numa carga tributária próxima da norte-americana, seria possível vender o preço do iPhone em dólar em US$ 1.100, que é um valor alinhado com a Índia, Rússia, se fizéssemos o mesmo procedimento”, completou.

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