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Sônia Lima fala sobre recomeço após viuvez, autoestima e novo amor: "Tenho que me priorizar"

Atriz e apresentadora fala a Quem sobre depressão, autoestima e o encontro de um novo amor anos após a morte Wagner Montes

20/07/2021 09h01 Atualizada há 2 semanas
Por: Redação Fonte: Revista Quem
Sônia Lima fala sobre recomeço após viuvez, autoestima e novo amor:

Sônia Lima levou mais de dois anos, após a morte do marido, Wagner Montes, para começar a olhar novamente para si. A atriz e apresentadora, de 61 anos, conversou com Quem sobre depressão, autoestima e o encontro de um novo amor.

“Nunca imaginei minha vida sem o Wagner, mesmo sabendo da doença, nunca me imaginei sem ele. Está sendo difícil ainda. A primeira coisa que tive que aprender a lidar foi com o julgamento de pessoas, que não fazem ideia do que você viveu ou vive. Depois, acordar toda manhã e ver que não tinha uma vida, porque vivia apenas para ele, a vida dele e as necessidade dele. Passei muito tempo casada e nos últimos anos nem vida social eu tinha. Então, está difícil reaprender a socializar, criar novas amizades e me permitir ser feliz. O recomeçar na minha idade é difícil e o mundo está muito diferente. Mas eu sou uma remanescente e tenho que seguir em frente. Estou procurando estabelecer uma rotina e criar a vida da Sônia. Estou aprendendo que tenho que me priorizar, focar em mim”, conta ela, sobre a perda do marido em 2019 para um câncer de rim.

Retomar a vida após a perda de seu companheiro de mais de três décadas foi ainda mais complicado por causa da pandemia, que estourou no Brasil no ano seguinte e paralisou os trabalhos de muitos artistas.

“Entrar na pandemia atravessando o processo de luto e com depressão não é fácil. Minha força vem da minha fé em Deus, nele encontro paz, serenidade e força para seguir. Também tenho uma família abençoada que me dá todo o suporte, e alguns poucos amigos que estão sempre do meu lado. Também estou tentando retomar o meu trabalho mesmo na pandemia”, diz ela, mãe do ator Diego Montez e madrasta de Wagner Montes Filho.

A artista, que começou a carreira após se destacar como Miss Osasco no final dos anos 70, explica que foi um desafio voltar a se ver novamente como uma mulher atraente, que tinha direito a uma nova chance no amor.

“Nos últimos seis anos a última coisa com a qual me preocupava era beleza, minha vaidade, que já não é essas coisas, passou para menos zero. Confesso que andei bem largada. Quando se está passando por depressão e lidando com estresse, fica difícil focar nisso. Hoje, estou tentando ajustar meus hormônios, procuro o equilíbrio entre corpo alma e espírito. Quando estamos em harmonia, a beleza aflora. Busco o bem-estar. A beleza é consequência”, explica.

“Descobri que eu estava brigando comigo mesma com a ideia de seguir em frente. Mas sou uma mulher que fico melhor com o tempo, assim como o vinho, então acho que sou exigente e para o paladar de poucos.”

Flávio e Sônia (Foto: Reprodução)

Atualmente, Sônia tem vivido um novo amor. Ela está conhecendo melhor o empresário Flávio, de 43 anos, de quem não fala o sobrenome.

“Depois de um tempo, descobri que não sei ficar sozinha. E estou me convencendo e amadurecendo a ideia de recomeçar. É difícil confiar e abrir a guarda novamente. As pessoas ao meu redor me pediam muito para baixar a guarda. Apesar de estar amadurecendo a ideia, não estava desesperada procurando alguém, então em um dia triste de pandemia na minha casa, um amigo me apresentou um amigo dele. Nenhum dos dois estava buscando nada. Começamos uma amizade e, de repente, para minha surpresa, eu tinha baixado a guarda”, relembra.

Mesmo dando uma nova chance ao amor, Sônia confessa que Wagner Montes segue em seus pensamentos. “É bom poder se sentir viva novamente, mas é um relacionamento muito difícil pois eu tive um parceiro por muitos anos. É minha história de vida e me pego sempre em uma mesa falando dele, com uma outra pessoa do lado. É constrangedor. As pessoas também sempre que me encontram começam a falar do Wagner e tenho que me policiar o tempo todo… Enfim, estamos nos conhecendo. Espero conseguir vencer todas as barreiras e dificuldades.”

Você começou a carreira como manequim, depois telemoça, jurada e atriz admirada. É mais difícil para uma mulher bonita conquistar espaço como atriz?

Na verdade, comecei como Miss. Por meio do concurso Miss São Paulo tive oportunidade de fazer TV. Cheguei na TV crua, aprendi tudo na prática, errando, às vezes, acertando. Era tudo novo, um universo bem diferente do que a menina simples de Osasco tinha. Nessa época, é claro que o que predominava era a beleza, um fator determinante quando me convidavam para trabalhos. Com o tempo continuei carregando isso, pois as pessoas veem apenas a beleza e nem reparam em seu trabalho. Hoje, acredito que isso já esteja mais equilibrado.

Você tem uma personalidade forte e aparenta uma autoestima legal. Sempre lidou bem com a pressão que as mulheres, principalmente as que estão na TV, sofrem para serem magras, estarem sempre jovens e bonitas?

Sempre soube lidar. Tenho uma personalidade forte e também sou segura. Mesmo assim, quando modelava, fiquei meio escrava desse sistema. Cheguei a tomar remédio para emagrecer para entrar em um padrão exigido, até que um dia resolvi que, se fosse para continuar, eles teriam que aceitar meu biotipo. Foi libertador.

Fez loucuras para estar em forma ou bonita?

Como disse, quando modelava tive que tomar remédio tarja preta para seguir um padrão de corpo exigido pelas passarelas. Não por ser gorda, mas para poder me encaixar no mercado. Já como atriz, às vezes preciso estar acima do peso, às vezes abaixo. Vou lidando com isso sempre acompanhada de bons profissionais. Nos últimos anos, tenho sofrido muito com a tiroide em função do estresse, então fica muito difícil controlar o peso, mas acho que estou indo bem.

Aos 60 anos, sua relação com a beleza é diferente? Como se sente hoje?

Acho complicado responder qualquer pergunta em relação como nos sentimos no meio dessa pandemia, pra mim então… Nos últimos seis anos a última coisa com a qual me preocupava era beleza, minha vaidade, que já não é essas coisas, passou para menos zero. Confesso que andei bem largada. Quando se está passando por depressão e lidando com estresse, fica difícil focar nisso. Hoje, estou tentando ajustar meus hormônios, procuro o equilíbrio entre corpo alma e espírito. Quando estamos em harmonia, a beleza aflora. Busco o bem-estar. A beleza é consequência. Com certeza isso muda a forma de vermos a beleza aos 60, o mais importante é respeitar meus limites e aceitar que estou envelhecendo.

Você continua muito bonita, como se cuida? É adepta do botox? E plásticas já fez no rosto?

Obrigada! Então, o botox já usei, mas não gosto muito, pois como atriz atrapalha nas expressões, mas faço esporadicamente. Plásticas é o próximo passo, né?! Tenho instinto de preservação e acho que já estou precisando. Sinto meu rosto um pouco cansado. Estou me preparando (risos).

Depois desse tempo cuidando do marido, vivendo o luto, como foi olhar para você mesma novamente como mulher?

Estou buscando criar uma rotina e nessa rotina faz parte olhar atentamente para a mulher Sônia. Busco qualidade de vida. Estou cuidando das minhas emoções, das minhas prioridades e necessidades. Descobri que eu estava brigando comigo mesma com a ideia de seguir em frente. Mas sou uma mulher que fico melhor com o tempo, assim como o vinho, então acho que sou exigente e para o paladar de poucos.

Após tantos anos casada, foi estranho se ver solteira novamente e entrar para esse universo da paquera? Teve que reaprender a paquerar?

Paquerar? Acho que nunca fiz isso, nem quando mais nova. Sempre fui atropelada pelos homens que entraram em minha vida, com exceção do Wagner, pois éramos amigos e confidentes. É muito estranho e solitário estar sozinha. É difícil confiar e abrir a guarda novamente. Acho que não sei paquerar e nem mesmo sei o que é uma balada… Então, acho que tenho que aprender e não reaprender a paquerar.

Você está conhecendo melhor um empresário. Como é namorar neste novo normal que a pandemia gerou?

Acho que estamos vivendo uma rotina diferente. No meu caso, sou uma pessoa pública. Ele me conheceu em casa, quietinha com a vida triste, mais calma. Quando voltei a gravar, ele estranhou muito. Por não ser do meio, ficou assustado e inseguro. Acho que é natural, mas também estou lidando com uma situação que nunca vivi, pois sempre me relacionei com pessoas do meio. Então, também tenho que me policiar e passar segurança a ele. Mas, às vezes, esqueço que ele não entende meu mundo. Torcendo para sobrevivermos.

O que hoje você procura em um relacionamento?

Eu passei minha vida cuidando das pessoas que amo. Desde dos meus nove anos de idade a prioridade era suprir e cuidar do bem-estar de todos e assim segui até hoje. Agora quero me priorizar e ser feliz. Busco parceria, carinho, respeito e cumplicidade, uma pessoa que possa me trazer tranquilidade e paz de espírito, que me faça rir e deixe minha vida mais leve.

Você ainda tem o desejo de se casar novamente? Acha que faz falta dividir a rotina com alguém?

Não sou mulher de ter relacionamentos sem compromisso, então se eu encontrar a pessoa certa, com certeza vou me casar.

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