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A viúva esbanjadora do miliciano Adriano da Nóbrega

Na última segunda-feira, ela foi um dos principais alvos da Operação Gárgula

04/04/2021 09h51
Por: Redação Fonte: Extra
A viúva esbanjadora do miliciano Adriano da Nóbrega

Julia Emilia Mello Lotufo, de 29 anos, viúva do miliciano Adriano Magalhães da Nóbrega, era vista como uma pessoa nada discreta. Numa das interceptações telefônicas no celular dela, feita com autorização da Justiça, a pedido do Ministério Público do Rio (MPRJ), Julia faz queixa do ex-capitão do Bope a uma amiga. A conversa ocorre no dia 30 de agosto de 2019, portanto, cerca de seis meses antes de o miliciano morrer numa ação da polícia baiana, num sítio em Esplanada, na Bahia, onde se escondia. No trecho, ela conta que Adriano, que estava foragido, estaria com “raiva” por ela morar numa cobertura no Recreio, na Zona Oeste do Rio, e estar de carro zero. A viúva reclama do controle dele com seus gastos e comenta: “não faz nem cosquinha no bolso do Adriano”.

A viúva de Adriano referia-se, de acordo com as investigações, à fortuna acumulada pelo ex-capitão do Bope em negócios ilícitos, seja como chefe de uma milícia, seja como matador de aluguel. Mas apesar de o miliciano cobrar discrição e mais controle no dinheiro do casal, é Julia quem comanda as finanças dele, segundo o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MPRJ.

Na última segunda-feira, ela foi um dos principais alvos da Operação Gárgula, junto com mais oito integrantes da organização criminosa. Eles foram denunciados por crimes de associação criminosa, agiotagem e lavagem de dinheiro proveniente do espólio de Adriano.

As investigações do Gaeco revelaram ainda que, como Adriano não tinha bens em seu nome, ele fazia uso de laranjas. Depois da morte dele, a quadrilha passou a se desfazer desses bens. Segundo o relatório da promotoria, Julia “exerce a função de gerir e de investir valores vultosos em setores diversos, provavelmente originados de seu companheiro Adriano, como um depósito/bar e restaurante, empréstimos e negociação de gados e cavalos”.

De acordo com o MP, um dos laranjas do miliciano é o ex-marido de Julia, o soldado da Polícia Militar Rodrigo Bittencourt Fernandes Pereira do Rego.

Numa conversa entre ele e um homem identificado apenas como Bruno, no dia 1º de outubro de 2019, Rodrigo diz que movimentou R$ 500 mil. Segundo ele, Julia é sua sócia num depósito de bebidas, no Cachambi. Mas ela não consta como sócia da empresa no contrato social. Adriano, segundo o MP, também seria dono do estabelecimento. O soldado Rodrigo foi preso na operação do Gaeco, na última segunda.

As interceptações mostram também o medo de Julia em “cair no grampo”. Por isso, ela só usava celular no nome de terceiros. Além do ex-marido, o sargento da PM Luiz Carlos Felipe Martins, o Orelha, assassinado no último sábado, também ajudava na administração dos bens de Adriano e Julia, inclusive pagando contas do casal.

Coube a Martins, considerado braço-direito do milicianos, providenciar a cremação de Adriano.

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