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10 Cidades para viajar na arquitetura

Em Petrópolis, as construções da Cidade Imperial conduzem a uma viagem no tempo

21/03/2021 às 09h47
Por: Redação Fonte: Férias Brasil
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10 Cidades para viajar na arquitetura

A princípio, cidades como Salvador (BA), Petrópolis (RJ) e Brasília (DF) não têm nada em comum. Basta, porém, observar o cenário para vislumbrar algo que elas exibem com orgulho e que encantam seus visitantes: os conjuntos arquitetônicos exclusivos. Alguns são coloridos, outros inovadores e tem até os rústicos. Selecionamos dez cidades do nosso Brasil que se destacam pelas lindas obras - assinadas por arquitetos famosos ou desconhecidos. Programe-se para conhecer todas elas!

SALVADOR (BA)

Nenhum outro lugar reflete tão bem a alma da Bahia quanto o Pelourinho. Considerado Patrimônio da Humanidade pela Unesco, o bairro na Cidade Alta tem mais de 800 coloridos casarões dos séculos 17 e 18. Vielas, ladeiras e largos concentram igrejas, museus, restaurantes, lojas e um vaivém de gente de Salvador, do Brasil e do mundo. O bairro histórico merece uma visita, em especial, às terças-feiras. Nestes dias, uma missa na igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, às 18h, emociona os participantes.

BRASÍLIA (DF)

Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade desde 1987, a capital brasileira planejada pelos arquitetos Lúcio Costa e Oscar Niemeyer é conhecida mundialmente por seu plano urbanístico e por sua arquitetura de design inovador. Entre os destaques estão a Catedral metropolitana e seus belos vitrais e os prédios modernistas que abrigam os palácios do Planalto e da Alvorada e o Congresso Nacional. Os jardins projetados Burle Marx pontuam a cidade dividida em Quadras, Asas e Eixos.

BELO HORIZONTE (MG)

O entorno da lagoa da Pampulha reúne o mais belo conjunto arquitetônico da capital mineira. Por lá estão três obras assinadas pelo mestre Oscar Niemeyer, projetadas na década de 40: o Museu de Arte da Pampulha, instalado no prédio onde funcionava um cassino; a Casa do Baile, um espaço para exposições que, inicialmente, abrigaria um salão de festas; e a igreja de São Francisco de Assis, principal cartão-postal da cidade, ornamentada com 14 painéis de azulejo de autoria de Cândido Portinari retratando a Via Sacra. Todo o espaço é contornado por jardins criados por Burle Marx.

RECIFE (PE)

Na capital pernambucana, os conjuntos arquitetônicos se espalham pelo Centro Histórico, tomado por casario holandês e pelos revitalizados armazéns do Porto, repletos de bares, restaurantes e centros culturais. Mas há muito para se apreciar também na Praça da República, que ocupa o antigo jardim do conde Maurício de Nassau. Nos arredores estão construções como o neoclássico Palácio do Campo das Princesas e os clássicos franceses Liceu de Artes e Ofícios e Teatro Santa Isabel. Já na Rua da Aurora, às margens do Rio Capibaribe, coloridos sobrados do século 19 remetem a cidades como Veneza e Amsterdã.

CURITIBA (PR)

Os principais ícones de Curitiba são arquitetônicos: o Jardim Botânico e o Teatro Ópera de Arame. Em ambos, porém, a natureza foi fundamental para conferir cores e charme ao cenário. No primeiro, uma bela construção em metal e vidro abriga 50 espécies de mata Atlântica. A moldura não poderia ser mais perfeita: jardins geométricos, esculturas e trilhas. Já o teatro abriga dois espaços - a pedreira Paulo Leminski, ao ar livre; e a Ópera de Arame, erguida sobre um lago, com estrutura metálica e paredes transparentes.

RIO DE JANEIRO (RJ)

Boa parte da história do Brasil está guardada no Rio de Janeiro, em especial na Cinelândia, onde estão ícones como a Biblioteca Nacional, o Museu de Belas Artes e o Teatro Municipal, belíssimos prédios dos séculos 19 e 20. Mas é na região portuária que está a maior novidade no quesito arquitetura: o MAR - Museu de Arte do Rio. Dois prédios interligados por uma praça suspensa compõem o espaço: o clássico Palacete Dom João VI e a Escola do Olhar, de estilo modernista.

BENTO GONÇALVES (RS)

A estradinha de sete quilômetros corta a área rural, passando por casas de pedra e madeira que remetem ao estilo arquitetônico do Norte da Itália. O melhor: cada casa produz uma delícia típica! Entre elas, a Casa do Tomate, que fabrica molhos, geleias e extratos; e a Salumeria Caminhos de Pedra, repleta de embutidos. Na Casa da Ovelha tem queijos e iogurtes; enquanto na Cantina Strapazzon, as atrações são os vinhos e o suco de uva. Para um lanchinho, a Casa Fracalossi serve café colonial. Já no final do circuito, a Casa da Erva-Mate oferece degustação de chimarrão; e a Casa das Massas, uma lojinha cheia de geleias, biscoitos e massas.

SÃO LUÍS (MA)

A influência de portugueses, espanhóis, franceses e holandeses ajudou a moldar o Centro Histórico da capital maranhense. Tombado pela Unesco, reúne um acervo arquitetônico de peso: são cerca de 3.500 prédios. O casario colonial predomina na paisagem, que remete ao século 18. Para circular por ali, reserve uma tarde e caminhe sem pressa, observando as fachadas repletas de azulejos dos sobrados que se espalham por ruas de pedra, becos, ladeiras, praças e largos.

PETRÓPOLIS (RJ)

As construções da Cidade Imperial conduzem a uma viagem no tempo. Em destaque, os palácios de Cristal e Quitandinha. O primeiro, uma estrutura transparente sustentada por armações de metal, ferro e arame chama a atenção em meio ao casario neoclássico do Centro Histórico. O palácio foi um presente do Conde D'Eu para a princesa Isabel, em 1884. Já o Quitandinha foi construído em 1944 para abrigar o maior cassino-hotel da América do Sul, mas com a proibição no jogo do Brasil foi transformado em condomínio. Os salões, porém, são abertos à visitação!

JOÃO PESSOA (PB)

Um dos mais importantes complexos barrocos do país, o conjunto arquitetônico de São Francisco atrai estudiosos e turistas do Brasil e também de outros países. Composta pelo Convento de Santo Antônio e pela Igreja de São Francisco, a obra foi concluída em 1770 e causa impacto pela beleza do acabamento, que inclui talhas em madeira recobertas de ouro, cantarias em pedra com motivos orientais e delicados azulejos brancos e azuis. O conjunto de São Francisco foi transformado em Centro Cultural, aberto a oficinas e exposições. Não deixe de fazer uma visita guiada.

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