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Economia Inconstitucional

OAB/MS analisa constitucionalidade do aumento do ICMS sobre a gasolina no MS

Parecer sugere propositura de ADIn solicitando a revisão da alíquota do ICMS

27/02/2021 08h44 Atualizada há 2 meses
Por: Redação Fonte: OAB/MS
OAB/MS analisa constitucionalidade do aumento do ICMS sobre a gasolina no MS

O Conselho da Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Mato Grosso do Sul (OAB/MS), reunido nesta sexta-feira (26), debateu o aumento das alíquotas do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) incidente no combustível em Mato Grosso do Sul e decidiu analisar a viabilidade de ajuizamento de Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIn).

Diante do recente reajuste nos valores da gasolina e álcool, a Comissão de Assuntos Tributários (Catri) da OAB/MS elaborou parecer e sugeriu a propositura de ADIn solicitando a revisão da alíquota do ICMS, que passou de 25% (maior do que a aplicada sobre produtos menos essenciais) para 30%.

A Assembleia Legislativa de MS também apresentou requerimento à Seccional solicitando análise de providências. O documento foi remetido ao Conselho Seccional, tendo em vista que reunião seria nesta sexta-feira.

O Conselheiro Estadual Felipe Ramos Baseggio, Relator nos autos apresentados, aprovou o parecer da Comissão da OAB/MS pela inconstitucionalidade em face da Lei 1.810/97 e da Lei 5.434/2019.

Segundo Baseggio, é necessária atenção aos limites tributários impostos pela Constituição Federal, uma vez que excessos sobrecarregam o contribuinte. “O resultado desta urgência legislativa é, não raras vezes, a promulgação de leis manifestamente inconstitucionais, cujo conteúdo invariavelmente não representa o melhor para a sociedade, pois, divorciado de qualquer estratégia ou planejamento, visa apenas à conveniência imediata”, pontuou.

Ele acrescentou, em seu parecer, que “o aumento da alíquota da gasolina de 25% para 30% foi aprovada sem um prévio estudo dos seus impactos no mercado de combustíveis e na economia do Mato Grosso do Sul”.

O Relator votou favorável ao ajuizamento da ADIn e o processo foi suspenso em razão de pedido de vistas dos Conselheiros.

O Presidente Mansour Elias Karmouche explicou que o pedido terá sua análise concluída na próxima sessão que determinara as possíveis providências a serem adotadas.

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