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Economia Mercado

Privatização da Eletrobras entra no foco do governo e favorece ações

Ações da Eletrobras sobem mais de 10% nesta terça-feira (23/2), com os investidores na expectativa da medida provisória que vai propor a desestatização da empresa

23/02/2021 16h04 Atualizada há 5 dias
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Por: Andressa Macedo Fonte: correiobraziliense.com.br
(crédito: Eletrobras/divulgação)
(crédito: Eletrobras/divulgação)

Para tentar reduzir os ruídos sobre a ingerência política em estatais, o governo de Jair Bolsonaro trabalha para publicar ainda nesta semana a Medida Provisória (MP) que vai propor a privatização da Eletrobras. Por isso, as ações da empresa disparam mais de 10% nesta terça-feira (23/2).

A medida provisória que vai propor a desestatização da Eletrobras está sendo preparada desde que o presidente da empresa, Wilson Ferreira Junior, renunciou ao cargo dizendo que não via a privatização avançando neste ano com os projetos que já estão no Congresso Nacional. Porém, ganhou força nesta semana, como uma forma de dirimir o receio do mercado de interferências políticas na empresa.

O temor de que a Eletrobras seja alvo de ingerências políticas ganhou força após o presidente Jair Bolsonaro trocar o comando da Petrobras e dizer que também iria "meter o dedo" na energia elétrica, já que este era "outro problema". Por isso, as ações da Eletrobras acompanharam o baque histórico da petroleira nessa segunda-feira (23). Hoje, contudo, a história é outra.

Os papeis da Eletrobras estão subindo mais de 10%, negociados por volta de R$ 32, com o mercado na expectativa de que a medida provisória que vai tratar da privatização da empresa seja publicada ainda nesta semana. A recuperação se soma à alta das ações da Petrobras, que sobem mais de 7%, tentando reverter as perdas dos últimos dias. Por isso, tem garantido um dia de bons negócios na B3. O Ibovespa sobe 1,62%, aos 114.491 pontos, nesta tarde, na contramão do mercado externo.

A possibilidade de que MP seja editada em breve foi levantada pelo presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), nesta terça-feira. Em entrevista ao Valor Econômico, Lira disse que o texto já está sendo negociado pelo governo com os líderes partidários do Congresso Nacional.

Explicações

A diretora Financeira e de Relações com Investidores da Eletrobras, Elvira Cavalcanti Presta, pediu informações ao Ministério de Minas e Energia (MME) sobre a medida provisória e quaisquer outros fatos que possam alterar os preços dos ativos da empresa. A diretora ainda cobrou explicações sobre a declaração de Bolsonaro de que ele iria "meter o dedo" na energia elétrica, em carta enviada nessa segunda-feira ao governo.

"A Eletrobras é uma empresa de capital aberto, com ações negociadas no Brasil e no exterior, estando, portanto, sujeita à regulação de órgãos como a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) brasileira e a americana Securities and Exchange Commission (SEC). No caso de companhias de capital aberto, é obrigação do diretor de Relações com Investidores monitorar o comportamento das ações da empresa em bolsa de valores. Sempre que saem notícias que afetam as ações, a companhia tem, portanto, o dever fiduciário de perguntar ao controlador se há informações relevantes que devam ser divulgadas ao mercado", lembrou a Eletrobras em nota.

Nesta semana semana, a CVM mostrou estar atenta aos movimentos do governo nas estatais. A autarquia abriu um processo administrativo para apurar se a troca de comando da Petrobras seguiu esse preceito. Afinal, a troca no comando da empresa foi levantada pelo presidente Jair Bolsonaro em uma live e confirmada pelo Diário Oficial da União sem que o mercado fosse informado oficialmente do assunto por meio de um fato relevante.

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