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Polícia Retaliações

Confronto: Polícia investiga se mortos do PCC estariam ligados a execução de pai e filha

Execução teria desencadeado retaliação por parte de grupo rival

12/01/2021 15h20
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Por: Andressa Macedo Fonte: Midiamax
Carro das vítimas mortas em frente a Cassino com marcas dos mais de 100 disparos na fronteira. Foto: Divulgação
Carro das vítimas mortas em frente a Cassino com marcas dos mais de 100 disparos na fronteira. Foto: Divulgação

Os oito criminosos ligados ao PCC (Primeiro Comando da Capital) mortos em confronto com forças de segurança de Mato Grosso do Sul na noite de segunda-feira (11), em Ponta Porã, município localizado na fronteira como o Paraguai a 346 quilômetros de Campo Grande, estariam ligados à execução de pai e filha ocorrida em dezembro do ano passado e planejavam novos ataques para vingar a morte de aliados.

Informações apuradas pela reportagem apontam que, por conta desse duplo homicídio, teve início uma série de retaliações entre grupos rivais, que resultaram em mortes aos dois lados de uma guerra por espaço naquela região. No dia 5 de dezembro, o brasileiro Michel Antunes, de 35 anos, e a filha, de nove anos, foram mortos pelo PCC em Zanja Pytã, cidade paraguaia que fica na linha internacional com Sanga Puitã, distrito de Ponta Porã.

Como retaliação, aliados do brasileiro teriam planejado investida contra a facção. No dia 13 de dezembro, por vingança, mataram Wellington Bruno Alves e Daiane Dias Constanci com mais de 100 tiros. Estes dois estavam em um automóvel HB20, no limite entre os dois países, entre Ponta Porã e Pedro Juan Caballero, quando foram surpreendidos por pistoleiros em frente ao Hotel Cassino Amambay. O estabelecimento fica no país vizinho, mas conforme a polícia, o casal estava do lado brasileiro da Rua Dr. Francia. 

Investigações

Neste sentido, o PCC teria se preparado para nova investida para vingar o casal, quando houve confronto com policiais sul-mato-grossenses. De acordo com o delegado Clemir Vieira Júnior, da Delegacia Regional de Ponta Porã, dos oito criminosos mortos, quatro deles são paraguaios preliminarmente identificados e os demais são brasileiros. “Estamos trabalhando em conjunto com autoridades do país vizinho”, pontuou.

Sobre a disputa entre grupos rivais, envolvidos nas execuções de Zanja Pytã e em frente ao cassino, Clemir limitou-se a dizer que, de fato, o bando do PCC foi localizado em decorrência de investigações da Polícia Civil de Ponta Porã a respeito dos homicídios. “A gente chegou a esses elementos [8 mortos] em face de trabalho de investigação referente a execuções nesta região”, disse.

Bonitão

Clemir explicou ainda que, inicialmente, não há uma ligação direta do grupo com  a tentativa de resgate do narcotraficante Giovanni Barboza da Silva, vulgo “Bonitão”, ocorrida durante o final de semana em Pedro Juan Caballero e que resultou em intensa troca de tiros. “Apesar disso, não podemos descartar essa possibilidade, porque as investigações podem se entrelaçar no futuro. O fato é que haviam oito indivíduos fortemente armados e que estavam prontos para agir”.

Confronto

Conforme noticiado, 8 criminosos morreram em confronto. Informações são de que, após descobrir o paradeiro de suspeitos ligados a recentes execuções, a Polícia Civil realizou incursão no local, em Ponta Porã. Participaram agentes da 1ª Delegacia e do Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubo a Bancos, Assaltos e Sequestros).

Ao se aproximar, a equipe foi recebida a tiros e revidou. Seis dos investigados foram baleados, socorridos, mas não resistiram. Outros dois chegaram a fugir, mas foram localizados pelo DOF (Departamento de Operações de Fronteira) e Bope (Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar), reagiram e também foram mortos.

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