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Polícia Inquérito concluído

Médico suspeito de abusos e assédio alega 'idade avançada' para faltar em depoimento e polícia conclui inquérito

Mesmo sem o interrogatório e diante ao conjunto probatório que consta na Deam, a polícia deve encerrar do inquérito e indiciar o médico pelos crimes de importunação sexual e injúria racial em MS.

03/12/2020 10h55
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Por: Andressa Macedo Fonte: G1 MS
Suspeito de oferecer R$1 para abusar de crianças foi levado para a Casa da Mulher Brasileira em MS. — Foto: Alysson Maruyama/TV Morena
Suspeito de oferecer R$1 para abusar de crianças foi levado para a Casa da Mulher Brasileira em MS. — Foto: Alysson Maruyama/TV Morena

Intimado para prestar esclarecimentos sobre as denúncias de assédio, abuso sexual e até injúria racial, em Campo Grande, a defesa do ginecologista alegou "idade avançada" para ele faltar em depoimento. Segundo a polícia, houve ainda o pedido de adiamento por mais 10 dias por conta da Covid-19 e, em seguida, um atestado psiquiátrico dizendo que "ele não está bem".

A reportagem tentou contato com o advogado do médico nesta quinta-feira (30), porém, ele não atendeu as ligações.

No entanto, mesmo sem o depoimento e diante ao conjunto probatório que consta na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), a polícia deve encerrar do inquérito e indiciar o médico pelos crimes de importunação sexual e injúria racial, em casos que envolvem uma colega de profissão, na época médica residente e que ficava sob o comando dele, além de uma paciente.

Nos primeiros inquéritos, mesmo ele permanecendo em silêncio no interrogatório, houve o indiciamento. Conforme a delegada Maíra Pacheco, responsável pelas investigações, "havia elementos que possibilitaram o indiciamento". Agora, os inquéritos em andamento devem ser remetidos ao poder judiciário nesta sexta-feira (4) ou na próxima segunda-feira (7), ainda de acordo com a polícia.

Médico era "assunto nos corredores", dizem testemunhas

No mês anterior, a investigação interrogou mais 4 médicos que atuavam com o ginecologista. Há mais de uma década, segundo a delegada, as pessoas já diziam que o comportamento dele era motivo de comentários de colegas nos corredores.

"Nós realizamos o indiciamento dele, de investigações interiores e concluímos o inquérito. Em seguida, neste mês de outubro, duas novas vítimas apareceram na delegacia, sendo uma paciente vítima de importunação e outra médica por assédio que, na época, era residente e devia obediência a ele em uma hospital da cidade. É lá que, há 11 anos, muitos já falavam do comportamento inadequado dele com as mulheres", falou ao G1 na ocasião.

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