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Polícia Operação Omertà

Omertá chega na sexta fase e cumpre 13 mandados de prisão e mais 17 de busca e apreensão em Campo Grande

Buscas ocorrem em endereços do deputado Jamilson Name (sem partido), que é filho do empresário Jamil Name, preso em outra fase da operação e acusado de chefiar a milícia no estado.

02/12/2020 12h11 Atualizada há 2 meses
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Por: Andressa Macedo Fonte: G1 MS
Policiais cumprem mandados em endereços ligados ao deputado Jamil Name — Foto: Luana Rodrigues/TV Morena
Policiais cumprem mandados em endereços ligados ao deputado Jamil Name — Foto: Luana Rodrigues/TV Morena

A Operação Omertà, deflagrada para desmantelar uma organização criminosa suspeita de execuções em Mato Grosso do Sul, chega na sexta fase nesta quarta-feira (2), com o cumprimento de 13 mandados de prisão preventiva e mais 17 de buscas e apreensões em Campo Grande.

A Delegacia Especializada em Repressão à Roubo a Banco, Assaltos e Sequestros (Garras) também esteve em endereços do deputado Jamilson Name (sem partido), que é filho do empresário Jamil Name, preso em outra fase da operação e acusado de chefiar a milícia no estado.

O advogado de Name, Renê Siufi, acompanha os trabalhos e disse que somente vai se pronunciar ao final do dia porque "precisa se inteirar dos fatos". Outros advogados também o acompanham.

Os presos estão sendo levados para o Garras e, em seguida, devem ser encaminhados ao presídio.

Manutenção da prisão

Nessa terça-feira (1°) o juiz Walter Nunes da Silva Junior, da Corregedoria da Penitenciária Federal em Mossoró, no Rio Grande do Norte, deferiu o pedido do Departamento Penitenciário Federal (Depen) e da 1ª Vara de Execução Penal da Comarca de Campo Grande e renovou a permanência de Jamil Name na Penitenciária Federal de Mossoró por mais 360 dias, até 29 de setembro de 2021.

Name é apontado como chefe de uma milícia que agia em Mato Grosso do Sul, e ainda é acusado de corrupção ativa e por tentar atrapalhar investigações da operação Omertà. De acordo com o documento, o juiz entendeu que Name deveria permanecer no presídio no Rio Grande do Norte pelo fato dele "ser acusado de exercer a liderança de milícia armada, bem estruturada e de alto poder bélico e econômico, além de tramar atentados contra um delegado e um defensor público", concluindo que "o interno preenche os requisitos para a renovação da sua permanência, haja vista os fatos demonstrados que ensejam a necessidade da sua manutenção no Sistema Penitenciário Federal".

Operação Omertà

A primeira fase da operação Omertá foi deflagrada em setembro de 2019. A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul e o Gaeco prenderam empresários, policiais e, na época, guardas municipais, investigados por execuções no estado.

A suspeita é que o grupo supostamente comandado por Jamil Name e o filho, Jamil Name Filho tenham executado pelo menos três pessoas na capital sul-mato-grossense, desde junho de 2018. Outras mortes também estão sendo investigadas.

A última morte atribuída ao grupo até o momento é do estudante de Direito Matheus Coutinho Xavier, de 19 anos. Ele foi atingido por tiros de fuzil no dia 9 de abril, quando manobrava o carro do pai, na frente de casa, para pegar o dele e buscar o irmão mais novo na escola.

Pouco mais de um mês depois, no dia 19 de maio de 2019, policiais do Garras e do Batalhão de Choque da Polícia Militar (BpChoque) apreenderam um arsenal com um guarda municipal, em uma casa no Jardim Monte Libano. Foram apreendidos 18 fuzis de calibre 762 e 556, espingarda de calibre 12, carabina de calibre 22, além de 33 carregadores e quase 700 munições.

Segundo as investigações do Gaeco, esse arsenal pertencia ao grupo preso na operação Omertà. A força-tarefa investiga se as armas foram usadas em crimes de execução nos últimos meses.

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