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Polícia Propina diferente

Traficante Minotauro usou canetas de US$ 900 para pagar propina a agentes paraguaios, afirma MPF

Sérgio de Arruda Quintiliano Neto, o Minotauro, e Maria Alciris Cabral Jara, conhecida como Maritê, advogada e esposa dele, teriam pago propina a integrantes do MP paraguaio para arquivar investigações contra o traficante. Ambos já estão presos.

02/12/2020 07h55
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Por: Andressa Macedo Fonte: G1 MS
Sérgio de Arruda Quintiliano Neto, conhecido como Minotauro, está preso na Penitenciária Federal de Brasília desde fevereiro de 2019 — Foto: Reprodução/ TV Globo
Sérgio de Arruda Quintiliano Neto, conhecido como Minotauro, está preso na Penitenciária Federal de Brasília desde fevereiro de 2019 — Foto: Reprodução/ TV Globo

O traficante Sérgio de Arruda Quintiliano Neto, o Minotauro, que está preso desde 2019 na Penitenciária Federal de Brasília, recebeu mais uma denúncia, desta vez de corrupção ativa, oferecida pelo Ministério Público Federal (MPF). A denúncia se baseia em inquérito que comprova pagamento de propina dele e da esposa e advogada Maria Alciris Cabral Jara, conhecida como Maritê, a dois integrantes do Ministério Público paraguaio, visando o arquivamento de investigações relacionadas a Minotauro.

Conforme as investigações, o casal teria pago os agentes com canetas de marca, avaliadas em US$ 900 (900 dólares) e mais US$ 10 mil em dinheiro a um deles. Um dos integrantes do MP paraguaio coordenava o grupo que investigava e denunciava o tráfico de drogas em âmbito nacional no país vizinho. O outro era o responsável pelo combate ao tráfico de drogas na região de Pedro Juan Caballero, cidade que faz fronteira com o município sul-mato-grossense de Ponta Porã. Ambos eram agentes fiscais do Ministério Público do Paraguai, cargo equivalente ao de promotor de justiça no Brasil.

Caneta avaliada em US$ 900 que foi oferecida como propina de Minotauro a agentes do MP paraguaio — Foto: MPF/Divulgação

 

De acordo com o MPF, Minotauro e Maritê integram associação criminosa especializada no tráfico internacional de drogas e corrupção ativa de funcionários públicos. A principal atividade da organização era a comercialização de cocaína proveniente da Bolívia. A logística consistia em buscar a droga na Bolívia em aviões, descarregar em uma fazenda na região de Pedro Juan Caballero e, dali, distribuir para os mais diversos destinos nacionais e internacionais.

A polícia afirma que, com a chegada de Minotauro, a violência aumentou na região. Em setembro passado, a Justiça Federal em Ponta Porã condenou o traficante a 40 anos de prisão em outra ação penal, por chefiar organização criminosa, praticar corrupção ativa junto a policiais paraguaios e por falsidade ideológica com base na emissão e utilização de documentos em nome de terceiros.

A sentença condenou ainda a esposa de Minotauro a 20 anos de prisão pelos crimes de organização criminosa e corrupção ativa, e o piloto Emerson da Silva Lima a 8 anos por integrar a mesma organização criminosa. Maritê encontra-se presa preventivamente na Penitenciária Feminina de Sant'Ana, em São Paulo.

 

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