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Brasil COVID-19

Conheça o brasileiro que morreu após participar de teste da vacina de Oxford

Um voluntário brasileiro que participava dos testes clínicos da vacina desenvolvida pela Universidade Oxford e pelo laboratório AstraZeneca morreu devido a complicações de covid-19.

21/10/2020 18h33
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Por: Redação Fonte: ISTOÉ
Amigos ficaram surpresos com a morte do médico João Pedro Rodrigues Feitosa (Crédito: Reprodução/ Facebook)
Amigos ficaram surpresos com a morte do médico João Pedro Rodrigues Feitosa (Crédito: Reprodução/ Facebook)

A notícia da morte de um voluntário brasileiro, que participou de testes da vacina de Oxford para a Covid-19, gerou preocupação e incertezas sobre a eficácia do imunizante desenvolvido pelo universidade do Reino Unido em parceria com o laboratório AstraZeneca. O diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Antonio Barra, disse que os testes prosseguem, mesmo sem a confirmação de que o voluntário recebeu um placebo ou a vacina.

Segundo o jornal O Globo, o voluntário é o médico João Pedro Rodrigues Feitosa, de 28 anos, que trabalhava no atendimento de vítimas da Covid-19 em um hospital privado e em outro municipal na cidade do Rio de Janeiro.

João morreu por complicações da doença na última quinta-feira (15). Amigos do médico ficaram surpresos com a notícia, porque ele tinha boa saúde. O médico recebeu uma dose da vacina (ou placebo) no final de julho e adoeceu em setembro.

Especialistas disseram ao Globo que a morte do voluntário pode ter sido por ele pertencer ao grupo placebo, que não recebeu o imunizante da Covid-19; por ele ter tomado uma dose insuficiente para proteção da doença ou que os anticorpos tenham tido um efeito contrário e tenham intensificado ao invés de reduzir os efeitos do novo coronavírus, o que é bem raro de ocorrer.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou nota dizendo que foi formalmente informada sobre o falecimento do voluntário dos testes da vacina de Oxford.

“Foram compartilhados com a Agência os dados referentes à investigação realizada pelo Comitê Internacional de Avaliação de Segurança. É importante ressaltar que, com base nos compromissos de confidencialidade ética previstos no protocolo, as agências reguladoras envolvidas recebem dados parciais referentes à investigação realizada por esse comitê, que sugeriu pelo prosseguimento do estudo”, disse a Anvisa, em nota.

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