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Economia Ptróleo

Tradings de petróleo veem lenta recuperação de demanda

Por outro lado, ele acrescentou que a demanda na Ásia tende a superar os níveis pré-pandemia, exceto pelo combustível de aviação, que continuará sofrendo por grande parte do ano que vem.

15/10/2020 15h30
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Por: Andressa Macedo Fonte: extra.globo.com

LONDRES (Reuters) - As tradings internacionais de petróleo Vitol, Trafigura e Gunvor disseram nesta quinta-feira que veem uma recuperação lenta na demanda pela commodity por causa de uma segunda onda do coronavírus, estimando que os preços atinjam ou superem 50 dólares por barril apenas em outubro do ano que vem.

Nesta quinta, o petróleo Brent recuava 0,23 dólar, ou 0,53%, a 43,09 dólares por barril, às 14:31 (horário de Brasília), à medida que novas restrições impostas para conter o número de casos de Covid-19 aumentam as incertezas quanto ao crescimento econômico e à retomada na demanda por combustíveis.

Durante o Energy Intelligence Forum, o presidente-executivo da Vitol, Russell Hardy, disse estimar os preços do petróleo em 55 dólares por barril em outubro de 2021. Jeremy Weir, da Trafigura, projetou a cotação em 52 dólares/barril, e Torbjorn Tornqvist, da Gunvor, disse ver o valor do barril em 50 dólares.

Eles também afirmaram que provavelmente o pico de demanda na Europa e Estados Unidos ficou para trás, mas que observam demanda muito robusta por petróleo e outras commodities na China, cuja economia parece ter emergido fortemente da crise representada pela pandemia.

Hardy disse que a recuperação da demanda no Hemisfério Norte, Europa e EUA será complicada e lenta pelo menos até o segundo trimestre de 2021, quando é possível que uma vacina contra a Covid-19 tenha sido descoberta.

Por outro lado, ele acrescentou que a demanda na Ásia tende a superar os níveis pré-pandemia, exceto pelo combustível de aviação, que continuará sofrendo por grande parte do ano que vem.

Hardy disse ainda que o enorme subinvestimento na produção de petróleo provavelmente levará a uma nova disparada nos preços da commodity no período de três a cinco anos.

"Taticamente, não é um mau momento para investir no 'upstream'", afirmou Hardy. A Vitol já havia anunciado que poderia investir em produtores de petróleo dos EUA.

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