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Polícia Corumbá

Operação da PF investiga desvio de R$ 60 milhões na prefeitura de Corumbá

Esquema criminoso se valia de aumento ilegal da folha de pagamento de servidores cooptados.

15/10/2020 às 08h57
Por: Redação 2 Fonte: Campo Grande News
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Policiais federais cumprem mandando de busca em Corumbá - Foto: Reprodução/PF
Policiais federais cumprem mandando de busca em Corumbá - Foto: Reprodução/PF

A PF (Polícia Federal) faz hoje a segunda ofensiva contra desvio de dinheiro público na prefeitura de Corumbá no período de nove dias. Nesta quinta-feira (dia 15), a operação Cornucópia II mira esquema de R$ 60 milhões, executado entre os anos de 2008 e 2013.

Trinta policiais federais cumprem sete mandados de busca e apreensão nas residências dos indiciados que integravam a cúpula da organização criminosa investigada. Das ordens judiciais, seis são em Corumbá e uma em Campo Grande.

Conforme a investigação, o esquema criminoso consistia no aumento ilegal da folha de pagamento de servidores cooptados pela organização,com consequente aumento na margem para contratação de empréstimos consignados.

Os empréstimos eram aprovados e, posteriormente, os valores eram sacados na rede bancária e repassados à cúpula do grupo, gerando prejuízo cofres públicos.  O montante obtido ilegalmente é de exatos R$ 60.608.424,58.

Os alvos da operação responderão pelos crimes de peculato e associação criminosa.

Nome da operação, cornucópia é o símbolo da abundância na mitologia grega e deu nome à operação em alusão à riqueza supostamente obtida pelos envolvidos, além da abundância de recursos públicos disponibilizados de forma ilícita. A reportagem não conseguiu contato com o prefeito Marcelo Iunes (PSDB).

No último dia 6, a PF deflagou a operação Offset em Corumbá. O alvo era fraudes em contratos.

Cornucópia em 2013 – A primeira operação Cornucópia foi realizada em 2013 e investigou rede de servidores que fraudavam a folha de pagamento em Corumbá.

Na ocasião, em novembro de 2013, as investigações da Polícia Federal apontaram para a participação de médicos, dentistas, secretários municipais, procuradores do município e servidores comissionados e efetivos.

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