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Geral Setembro Amarelo

Para promover saúde mental, ações de combate ao suicídio são realizadas com reeducandos da capital

Segundo levantamento oficial, todos os anos no Brasil são registrados cerca de 12 mil casos de suicídio e mais de um milhão no mundo, onde a maioria dos casos apresentados são de pessoas jovens

16/09/2020 09h15
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Por: Andressa Macedo Fonte: Portal do Governo de Mato Grosso do Sul
Portal do Governo de Mato Grosso do Sul
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Com criatividade e preocupação com uma questão social sensível, a campanha Setembro Amarelo tem sido desenvolvida junto aos reeducandos da Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen). As ações são voltadas à prevenção e combate ao suicídio, bem como identificação de fatores de risco e protetores que busquem a redução dos pensamentos autodestrutivos.

No Instituto Penal de Campo Grande (IPCG), a equipe psicossocial elaborou um projeto que utiliza recursos onde os internos possam expressar suas angústias e sentimentos. Na “Caixa do Desabafo”, podem escrever suas experiências cotidianas e situações geradoras de sofrimento psíquico, tendo a liberdade de se identificar ou não.

Outra técnica de apoio é a “Caixa dos Pensamentos Positivos”, disponíveis em cada pavilhão, contendo pensamentos e palavras que expressam acolhimento, esperança e que estimulam o privado de liberdade a buscar ajuda e tratamento.

Todos os internos têm acesso às ferramentas durante o período de banho de sol. Ao fim da campanha, as caixas serão recolhidas para a leitura qualificada dos relatos pela equipe psicossocial da unidade, de forma que as profissionais possam oferecer um direcionamento adequado.

Dentre as alternativas estão palavras de acolhimento, encorajamento, permitindo o alívio da angústia, a identificação dos fatores de risco, bem como desenvolvimento de intervenções efetivas àqueles que estão em sofrimento, ou que apresentam algum transtorno mental associado e correm risco de suicídio.

Para o diretor do IPCG, Francisco Sanábria, o foco da campanha dentro da unidade penal é favorecer a “escuta” diferenciada e singular aos internos, principalmente, nesse momento em que os atendimentos presenciais estão restritos.

“Com estas ações, buscamos promover a saúde mental dos apenados, contribuindo para a adoção de medidas preventivas e para o reconhecimento de causas potenciais que podem levar a pensamentos suicidas”, informou Sanábria.

Segundo levantamento oficial, todos os anos no Brasil são registrados cerca de 12 mil casos de suicídio e mais de um milhão no mundo, onde a maioria dos casos apresentados são de pessoas jovens. Conforme o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), no ano passado, 91 pessoas cometeram suicídio somente em Campo Grande.

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