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Economia Médias empresas

Governo deve liberar R$ 20 bi para incentivar crédito a médias empresas

Proposta é reformular fundo do BNDES.

29/05/2020 16h22 Atualizada há 1 mês
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Por: Redação 2 Fonte: Agora Notícias Brasil
O ministro da Economia, Paulo Guedes, que trabalha na formulação do plano - Foto: Pablo Jacob
O ministro da Economia, Paulo Guedes, que trabalha na formulação do plano - Foto: Pablo Jacob

Depois da sucessão de críticas sobre a necessidade de o crédito chegar na ponta, o governo finaliza a medida que vai criar uma linha de financiamento para médias empresas. Os técnicos do Ministério da Economia apostam na ampliação de garantias por parte da União para empréstimos dos bancos. Devem ser liberados R$ 20 bilhões, em quatro parcelas de R$ 5 bilhões, para essa finalidade.

A equipe econômica deve aproveitar o texto para fazer também alterações no Pronampe, voltado para micro e pequenas empresas. A ideia é ampliar a parcela garantida pelo Tesouro nas operações. A lei que criou o programa prevê que a União assuma 85% do risco. Com a alteração, essa garantia subirá para até 100%.

Com as alterações no Pronampe e o programa para médias empresas, o governo atinge um universo de companhias com faturamento de até R$ 300 milhões por ano.

No caso do program para médias empresas, o objetivo é atender empresas com faturamento anual de R$ 360 mil a R$ 300 milhões ao ano. A proposta prevê uma reformulação do Fundo Garantidor de Investimentos (FGI) do BNDES.

Criado há dez anos para servir de complemento às garantias oferecidas por empresas e caminhoneiros autônomos para tomar crédito, o recurso é hoje pouco acessado porque os bancos o consideram engessado.

Embora o FGI seja voltado originalmente a operações de crédito para investimento, ele vai ser usado para garantir linhas de capital de giro e modalidades com prazos de até 72 meses, com seis meses de carência. O desenho em discussão propõe que haja uma ampliação significativa na cobertura do fundo.

Há um entendimento de que os bancos estão receosos de emprestar devido ao alto risco do mercado e da dificuldade de as empresas ofertarem garantias.

Técnicos que participam da elaboração da medida avaliam que os modelos de risco dos bancos levaram a posturas conservadores para a liberação de crédito, especialmente para empresas de menor porte, por conta da imprevisibilidade a respeito das taxas de inadimplência nos próximos meses. As médias empresas também não têm histórico de crédito, o que aumenta o risco.

O BNDES avalia que, com a nova formatação, será possível desembolsar recursos de bancos para as médias empresas.

Por isso, a aposta do FGI, numa tentativa de dar garantias aos bancos para as operações. Hoje, o fundo tem cerca de R$ 1 bilhão em caixa. O Tesouro deve fazer um aporte de R$ 20 bilhões. A avaliação é que, para cada R$ 1 no fundo, é possível destravar R$ 5 de financiamento. Por isso, o aporte desse montante poderia injetar R$ 100 bilhões nas empresas.

Além disso, atualmente, o FGI cobre 80% do risco de inadimplência numa carteira em que a taxa de calotes seja de, no máximo, 8%. O restante fica com o banco que concedeu o empréstimo.

O novo modelo prevê a ampliação da cobertura para 95%, e a inadimplência máxima assegurada pelo fundo passaria a ser de 20%. Por isso, a reformulação do FGI poderia reforçar as garantias dos bancos e ampliar o crédito.

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