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Política Polêmica

Secretário da Cultura parafraseia Goebbels e provoca onda de repúdio nas redes sociais

Manifestação cita frase de discurso de nazista em apresentação de Prêmio Nacional das Artes.

17/01/2020 09h49
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Por: Redação 2 Fonte: Correio do Povo
Alvim ganhou a Pasta após defender o presidente nas redes sociais e atacar a atriz Fernanda Montenegro - Foto: Ministério da Cidadania
Alvim ganhou a Pasta após defender o presidente nas redes sociais e atacar a atriz Fernanda Montenegro - Foto: Ministério da Cidadania

Um dos assuntos mais comentados das redes sociais na madrugada e manhã desta sexta-feira surgiu de um vídeo em que o secretário da Cultura Roberto Alvim plagia trechos do discurso de Joseph Goebbels, ministro da Propaganda de Hitler. 

O vídeo, lançado no Twitter da Pasta, foi gravado para lançar o Prêmio Nacional das Artes. No entanto, o conteúdo da gravação chamou a atenção pela estética com ares de nazismo. Penteado como Goebbels, Alvim copia várias falas de um discurso de 1933, realizado no hotel Kaiserhof, em Berlim, para diretores de teatro. Ao fundo, escuta-se a composição "Lohengrin" de Richard Wagner, músico predileto de Hitler.

"A arte brasileira da próxima década será heroica e será nacional. Será dotada de grande capacidade de envolvimento emocional e será igualmente imperativa, posto que profundamente vinculada às aspirações urgentes de nosso povo, ou então não será nada", afirmou Alvim no vídeo postado nas redes sociais. As falas são muito semelhantes ao que é citado em biografia de Goebbels.

"A arte alemã da próxima década será heroica, será ferreamente romântica, será objetiva e livre de sentimentalismo, será nacional com grande páthos e igualmente imperativa e vinculante, ou então não será nada", disse Goebbels em pronunciamento para diretores de teatro, de acordo com o livro Goebbels: a Biography, de Peter Longerich.

Diversas personalidades criticaram a manifestação de Alvim, incluindo o empresário Winston Ling, que é próximo ao presidente Jair Bolsonaro e indicou Paulo Guedes ao Ministério da Economia. 

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