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PF cumpre mandados em MS contra servidores federais que recebiam propina da JBS

Em Mato Grosso do Sul, três cidades são alvos do cumprimento das ações.

10/12/2019 07h46
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Por: Redação Fonte: Dourados News
PF cumpre mandados em MS contra servidores federais que recebiam propina da JBS

A Polícia Federal, com apoio do MPF (Ministério Público Federal), deflagrou na manhã desta terça-feira (10/12) a segunda fase da Operação Porteira Aberta, mirando combater um esquema de pagamento de propinas a servidores públicos de fiscalização sanitária federal pela empresa investigada, a JBS, para emitirem certificados sem, de fato, fiscalizar o abate de animais na empresa.

Em Mato Grosso do Sul, três cidades são alvos do cumprimento das ações. Ao todo, são 15 mandados de busca e atinge outros cinco estados Mato Grosso, Goiás, Pernambuco, Paraná e Santa Catarina.

Estão sendo cumpridos ainda 15 termos de compromisso aplicando medidas cautelares diversas da prisão, dentre elas, o afastamento de Fiscais Federais Agropecuários.

Os mandados foram expedidos pela Justiça Federal de Barra do Garças (MT), que também determinou o sequestro de bens e valores pertencentes a quatro fiscais federais agropecuários, totalizando R$ 5.080.200,00.

O pagamento de propina vinha ocorrendo nas unidades da empresa situadas nos municípios de Anápolis (GO), Barra do Garças (MT), Confresa (MT), Cuiabá (MT), Diamantino (MT), Pedra Preta (MT), Vila Rica (MT), São José dos Quatro Marcos (MT), Água Boa (MT) e Matupá (MT), além das sul-mato-grossenses Ponta Porã, Campo Grande e Cassilândia.

Os valores destinados ao pagamento de propinas eram registrados na contabilidade das unidades da empresa como despesas de consultoria e marketing ou serviço de inspeção federal.

São alvos da operação os Fiscais Federais Agropecuários e os médicos veterinários conveniados ao SIF que atuavam na fiscalização das plantas industriais da empresa localizadas nos referidos municípios.

Os investigados irão responder por corrupção ativa e passiva, além de organização criminosa, podendo pegar até 20 anos de prisão.

A operação foi denominada Porteira Aberta tendo em vista a ausência de controle dos animais, a falta de inspeção dos fiscais sanitários permitia que o gado fosse abatido indiscriminadamente, sem qualquer empecilho.

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