No rastro

Juiz federal homologa delação de um dos suspeitos de invadir celulares de Moro e autoridades

Luiz Henrique Molição é um dos presos na Operação Spoofing. Com homologação, investigadores ficam autorizados a checar informações dadas pelo delator.

03/12/2019 16h00
Por: Redação
Fonte: G1
Operação Spoofing: jovem de Sertãozinho vai permanecer preso, decide Justiça em Brasília
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O juiz Vallisney de Oliveira, da 10ª Vara Federal do Distrito Federal, homologou nesta terça-feira (3) a delação de Luiz Henrique Molição, um dos suspeitos de invadir celulares e aplicativos de autoridades, entre as quais o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, e procuradores da Operação Lava Jato.

A homologação é necessária para que os investigadores possam dar continuidade à busca de provas com base nas informações obtidas na delação. Ao homologar (validar) o acordo de delação, o juiz considera que o delator não sofreu coação e confirma a punição negociada por ele com o órgão de investigação (Polícia Federal ou Ministério Público) em troca das informações que forneceu.

Estudante de direito, Molição foi preso em setembro, em Sertãozinho (SP), em uma das etapas da Operação Spoofing, da Polícia Federal, deflagrada em julho para desarticular uma suposta organização criminosa que praticava crimes cibernéticos. De acordo com as investigações da PF, o grupo teve acesso a contas do aplicativo de troca de mensagens Telegram de autoridades.

Outro dos presos na operação, Walter Delgatti Neto, admitiu à Polícia Federal que entrou nas contas de procuradores da Lava Jato e disse ter repassado mensagens ao site The Intercept Brasil, que publicou uma série de reportagens com diálogos entre as autoridades.

Ele também é suspeito de fazer contato com o jornalista Glenn Greenwald, do site The Intercept Brasil, sobre as informações roubadas.

Glenn e Molição

Com base em material obtido do grupo, o Intercept iniciou em junho uma série de reportagens sobre diálogos de Moro e de integrantes da Lava Jato, os quais lançaram dúvidas sobre a imparcialidade do ex-juiz e dos procuradores.

As informações que ele apresentou na delação são mantidas em sigilo enquanto o caso estiver sob investigação. O juiz da 10ª Vara fixou prazo de 15 dias, contados da última quinta-feira (28), para que a PF conclua o inquérito sobre o caso e o remeta ao Ministério Público Federal, que decidirá se denuncia ou não os envolvidos.

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